quinta-feira, 28 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Inatismo e Empirismo : o que dizem sobre a aprendizagem

Como o ser humano aprende? E como criar as melhores condições possíveis para que o aprendizado ocorra na escola? Estas inquietações movem estudiosos da educação há muitos anos... Já na Grécia Antiga, para os primeiros filósofos, a dúvida consistia em saber se as pessoas possuem saberes inatos ou é se possível ensinar alguma coisa a alguém. Para Platão, as idéias são congênitas; E Sócrates, seu discípulo, afirmava que conhecer é relembrar. Chamada de Inatismo, essa perspectiva sustenta que as pessoas naturalmente carregam certas aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos e qualidades em sua bagagem hereditária.Assim sendo, s pessoas nascem com saberes adormecidos que precisam ser organizados para se tornar conhecimentos verdadeiros. O professor só auxilia o aluno a acessar as informações.

O Empirismo é uma teoria filosófica que defende o conhecimento da razão, da verdade e das idéias racionais através da experiência.Para o empirismo, somos uma “folha em branco” as pessoas desconhecem tudo, mas que através de tentativas e erros aprendem e conquistam experiência. As idéias, trazidas pela experiência, isto é, pela sensação, pela percepção e pelo hábito, são levadas à memória e, de lá, a razão as apanha para formar os pensamentos. Esta concepção teórica parte do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelo meio e não pelo sujeito. A ideia é que o ser humano não nasce inteligente mas é passivamente submetido às forças do meio que provocam suas reações. O desenvolvimento intelectual pode ser totalmente modelado. Dessa forma, o conhecimento é de natureza extrema, se encontra fora do sujeito; a resposta do organismo ocorre através de um estímulo proveniente do meio. O conhecimento se dá somente pela percepção e é fruto da simples associação entre objetos. A escola assim, tem a função de moldar o indivíduo, reforçando os comportamentos positivos; corrigindo, de modo que o aluno apresente comportamentos socialmente aceitos na sala de aula; o trabalho individual, a atenção, a concentração, o esforço e a disciplina funcionam como garantias para a aprendizagem. Na escola não há lugar para troca de informações, questionamentos, comunicação entre os alunos; estes comportamentos são vistos como falta de respeito ao professor, bagunça e indisciplina.
O ensino é centrado no professor. O aluno é passivo, ou seja, o que Paulo Freire denominou de “educação bancária”.

Educação e Tecnologia

Vale a pena esperar carregar e refletir acerca desta experiência. É muito interessante! Notem que as crianças não pedem licença para aprender...

terça-feira, 19 de abril de 2011

PARADA PARA PENSAR...


"Para aprender não é suficiente repetir um conteúdo ou memorizá-lo. Somente é possível aprender quando há reflexão sobre aquilo que se faz."

Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da USP.

DIA DO ÍNDIO

Olá pessoal, trago do site da Nove Escola alguns pontos para refletirmos acerca desta data. Vale a pena conferir:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.

Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas

Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?


PARA SABER MAIS:

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/nao-fazer-dia-indio-cultura-indigena-624334.shtml

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002103.pdf

http://pib.socioambiental.org/pt



3 Estratégia a seu favor professor(a)

  1. Criar conexões entre o conteúdo e os interesses dos alunos
  2. Usar o pensamento crítico e a reflexão para gerar discussões
  3. Usar o vídeo no início das lições para cativar o interesse e a curiosidade
Uma dica: que tal visitar o site: www.curtanaescola.com.br
Là você encontrará bons vídeos para usar em sala de aula.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

CEC promove Projeto Esperança Jovem



Este vídeo integra ações do projeto Esperança Jovem envolvendo os estudantes do turno vespertino da nossa escola, no combate e prevenção ao uso de drogas. Além disso, serão desenvolvidas: leitura de vídeos, de imagens, apresentações de arte, palestras, oficinas de criação, momentos com a família entre outras. Junte-se a nós! Faça parte desta corrente do bem que acredita ser a juventude esperança de um novo amanhã.


Vem ai... Dia D no CEC

Fique ligado! logo após a Semana Santa, estaremos realizando o Dia D, com proposta de avaliação da nossa escola e seus indicadores de desempenho. Todos são convidados: professores, pais, alunos, comunidade... Vamos juntos planejar ações para transformar a escola que temos na esccola que queremos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Avaliar para melhorar a qualidade do ensino



Há algum tempo atrás a imagem que fazíamos de avaliação era de uma bomba: que explodia na mão do aluno que nada sabia ou até mesmo, de um chicote para punir àqueles que não aprendiam... Avaliava-se apenas o desempenho do aluno, dentro do padrão estabelecido pelo professor. Hoje, porém, avaliar é sinônimo de aprender e melhorar a qualidade do ensino;uma via de mão dupla onde ensinar e aprender fazem parte da mesma moeda.

Pensando desta forma, a SEC/Ba lançou o Programa Círculos de Avaliação. Com isso, a SEC assessora as escolas a fazer da avaliação instrumento de crescimento e mobilização do coletivo escolar para planejar participativamente as ações do ano letivo.

Durante o processo de avaliação institucional, a comunidade escolar discute o instrumento "Indicadores da Qualidade na Educação (Indique)" e analisa a escola com foco em sete dimensões, ligadas à prática pedagógica e avaliação. São elas: ambiente educativo; prática pedagógica e avaliação; ensino e aprendizagem da leitura e escrita; gestão escolar democrática; formação e condições de trabalho dos profissionais da escola; ambiente físico e acesso e permanência dos alunos na escola.


ATENÇÃO COMUNIDADE DO CEC:

NÓS FAZEMOS PARTE DO CÍRCULO DE AVALIAÇÃO

Vamos nos mobilizar para conhecer, dialogar, decidir, mudar...


O que é ser professor no século XXI?

Essa é uma pergunta para a qual não há resposta fácil e imediata. Mas há uma certeza: o nosso tempo, caracterizado por mudanças constantes e velozes, traz desafios para o professor e o estimula a repensar continuamente sua prática. A revista Nova Escola traz algumas características do perfil profissional deste professor. Veja a seguir:
  1. Ter boa formação;
  2. Usar novas tecnologias;
  3. Atualizar-se nas novas didáticas;
  4. Trabalhar em equipe;
  5. Planejar e avaliar sempre;
  6. Ter postura e atitudes profissionais.
É inegável que a qualidade da educação passa pela qualidade dos docentes para que em todas as escolas tenham bons professores. O Referencial para Exame Nacional para carreira Docente explicita o perfil deste bom professor:
  1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas que leciona, o que inclui a compreensão de seus princípios e conceitos.
  2. Conhece as características de desenvolvimento dos alunos, suas experiências e contexto em que vivem, e como esses fatores afetam sua aprendizagem.
  3. Domina a didática das disciplinas que ensina, incluindo diversas estratégias e atividades de ensino.
  4. Domina o currículo ou as diretrizes curriculares das disciplinas que leciona.
  5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, os momentos de desenvolvimento dos alunos e seu nível de aprendizagem.
  6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos.
  7. Seleciona estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem, a disciplina que ensina e o currículo, permitindo com que todos os alunos demonstrem o que aprenderam.
  8. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem, baseado em relações de respeito, equidade, confiança, cooperação e entusiasmo.
  9. Manifesta altas expectativas em relação às possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento de todos os seus alunos.
  10. Estabelece e mantém normas de convivência em sala de aula, de modo que os alunos aprendam a ter responsabilidade pela sua aprendizagem e a dos colegas.
  11. Demonstra valores, atitudes e comportamentos positivos e promovem o desenvolvimento deles pelos alunos.
  12. Comunica-se efetivamente com os pais de alunos , atualizando-os e buscando estimular o seu comprometimento com o processo de ensino aprendizagem dos alunos.
  13. Aplica estratégias de ensino desafiantes e coerentes com os objetivos de aprendizagem e com os diferentes níveis de aprendizado dos alunos.
  14. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento e da busca independente do conhecimento.
  15. Otimiza o tempo disponível para o ensino, garantindo o máximo de aprendizagem de cada aluno durante toda a duração da aula.
  16. Avalia e monitora o processo de compreensão e apropriação dos conteúdos por parte dos estudantes.
  17. Busca aprimorar seu trabalho constantemente a partir de diversas práticas, tais como: a reflexão sistemática de sua atuação, a auto-avaliação em relação ao progresso dos alunos, as descobertas de pesquisas recentes sobre sua área de atuação, e as recomendações de supervisores , tutores e colegas.
  18. Trabalha em equipe com os demais profissionais para tomar decisões em relação à construção e/ou implementação do currículo e de outras políticas escolares.
  19. Possui informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão, incluindo aquelas relativas à aprendizagem e ao bem -estar dos alunos.
  20. Conhece o sistema educacional e as políticas vigentes.
Os padrões descritos acima, revelam a especificidade da carreira docente. Ou seja, o educador necessita de saberes específicos para uma eficiente prática pedagógica e alcance dos resultados.
Infelizmente, no Brasil a profissão de professor não é atrativa e ainda permite que pessoas que não dominem os padrões já citados entrem na sala de aula.
Mestre de todas as profissões, o professor precisa ser valorizado, apoiado em suas práticas, encontrar um ambiente de trabalho decente e motivador. Enfim, coragem é a palavra que defino o ser professor diante de tantas exigências e adversidades.


MUDAR + REVIVER + DESLOCAR+ TRAÇAR = EVOLUIR

PERCEBER + SENTIR+ PENSAR + AGIR = CONCRETIZAR

REUNIÃO

Nesta quinta feira, 15/04, às 16 horas haverá uma reunião geral entre docentes e coordenação do CEC. Em pauta:
  • Círculos de avaliação
  • Diário OnLine
  • O que ocorrer
Participem conosco!