terça-feira, 17 de novembro de 2009
OS MANDUS
OS MANDUS
Por: Alzira Costa
Por: Alzira Costa
Essa figura estranha que participa das folias, representa para o povo de santo, um egun ancestral. No candomblé, ninguém pode saber quem esta por debaixo daquela indumentária esquisita. O tradicional mandu é uma figura amorfa, cuja cabeça agigantada é formada por uma peneira grande, coberta por uma toalha, presa na cintura. Com um cabo de vassoura amarrado à cintura, nas costas, simula os braços do mandu, que veste paletó grande e usa gravata e calça comprida. Segundo a tradição oral, os mandus da Festa da Ajuda, antigamente, eram pessoas ligadas ao candomblé que participavam da festa cumprindo preceitos religiosos. O mandu tem a cara dos embalos da Festa d'Ajuda. sem mandu a folia não tem axé.
Tem mais Festa d'Ajuda 2009!
Eu também fotografei e compartilho...
César, Nem e Igor: criatividade, irreverência e alegria!
Com o advento das máquinas digitais ficou mais fácil registrar os momentos. Eu também me ousei a usar o olhar digital para eternizar os momentos de alegria e diversão da nossa gente. A festa d'Ajuda é realmente singular e deveria ser tratada com mais dignidade. Sim à alegria e não à violência! Hoje esta acabando... Até 2010!
Lenira e Rafaela:olha só que Freirinhas... Só no embalo mesmo!quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Educação e Mudança por Paulo Freire
O grande escritor e Paulo Freire em um de seus maravilhosos livros deixa-no algumas pistas sobre educação e mudança. Vale a pena conferir:
- O saber se faz através de uma superação constante. O saber superado já é uma ignorância. Todosaber humano tem em si o testemunho do novo saber que já anuncia. Todo saber traz consigo sua própria superação. Portanto, não há saber nem ignorância absoluta: há somente uma relativizaçãodo saber ou da ignorância.Por isso, não podemos nos colocar na posição do ser superior que ensina um grupo de ignorantes,mas sim na posição humilde daquele que comunic a um saber relativo a outros que possuem outrosaber relativo. (É preciso saber reconhecer quando os educandos sabem mais e fazer com que elestambém saibam com humildade.) (p. 15)
- O amor é uma tarefa do sujeito. É falso dizer que o amor não espera retribuições. O amor é uma intercomunic ação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro, coma sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro. Quem ama o faz amando os defeitos e as qualidades do ser amado. Não há educação sem amor. O amor implica luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os
seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto. Quem não ama não compreende o próximo, não o respeita. - Uma educação sem esperança não é educação. Quem não tem esperança na educação deverá procurar trabalho noutro lugar.
- O homem está no mundo e com o mundo. Se apenas estivesse no mundo não haveria
transcendência nem se objetivaria a si mesmo. Mas como pode objetivar-se, pode também distinguir entre um eu e um não-eu. Isto o torna um ser capaz de relacionar-se; de sair de si; de projetar-se nos outros; de transcender. Pode distinguir órbitas existenciais distintas de si mesmo.
Ética do mercado versus ética universal do ser humano
Valemos tanto quanto esteja sendo ou possa ser o nosso poder de compra.
Tanto menos poder de compra quanto menos poder ou crédito tem nossa
palavra. As leis do mercado sob cujo império nos achamos estabelecem, com
Paulo Freire
In Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outras histórias
Tanto menos poder de compra quanto menos poder ou crédito tem nossa
palavra. As leis do mercado sob cujo império nos achamos estabelecem, com
rigor, o lucro como seu objetivo precípuo e irrecusável. E o lucro sem limites,
sem condições restritivas à sua produção. O único freio ao lucro é o lucro
mesmo ou o medo de perdê-lo.sem condições restritivas à sua produção. O único freio ao lucro é o lucro
Paulo Freire
In Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outras histórias
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