quinta-feira, 16 de julho de 2015

TEXTO PARA REFLEXÃO: Matemática na Educação de Jovens e Adultos




A
prender matemática é um direito básico de todos e uma necessidade individual e social de homens e mulheres. Saber calcular, medir, raciocinar, argumentar, tratar informações estatisticamente etc. são requisitos necessários para exercer a cidadania, o que demonstra a importância da matemática na formação de jovens e adultos. No entanto, um ensino baseado na memorização de regras ou de estratégias para resolver problemas, ou centrado em conteúdos pouco significativos para os alunos certamente não contribui para uma boa formação matemática. Quando, porém, estimula a construção de estratégias para resolver problemas, a comprovação e a justificativa de resultados, a criatividade, a iniciativa pessoal, o trabalho coletivo e a autonomia advinda da confiança na própria capacidade para enfrentar desafios, a matemática contribui para a formação dos jovens e adultos que buscam a escola. Ou, ainda, quando os auxilia a compreender informações, muitas vezes contraditórias, que incluem dados estatísticos e a tomar decisões diante de questões políticas e sociais que dependem da leitura crítica e da interpretação de índices divulgados pelos meios de comunicação [...]Um currículo de Matemática para jovens e adultos deve, portanto, contribuir para a valorização da pluralidade sociocultural e criar condições para que o aluno se torne agente da transformação de seu  ambiente, participando mais ativamente no mundo do trabalho, das relações sociais, da política e da cultura.
É cada vez mais necessário saber matemática, pois ela está presente na quantificação do real (na contagem ou medição de grandezas) assim como na criação de sistemas abstratos que organizam, inter-relacionam e revelam fenômenos do espaço, do movimento, das formas e dos números, quase sempre associados a fenômenos do mundo físico. O advento das calculadoras e computadores, ao tornar mais rápida a realização de cálculos numéricos ou algébricos, ampliou sensivelmente a gama de problemas que podem ser resolvidos por meio do conhecimento matemático.
Na educação de jovens e adultos, a atividade matemática deve integrar, de forma equilibrada, dois papéis indissociáveis:
formativo, voltado ao desenvolvimento de capacidades intelectuais para a estruturação do pensamento;
funcional dirigido à aplicação dessas capacidades na vida prática e à resolução de problemas nas diferentes áreas de conhecimento.

Ensinar e aprender Matemática na EJA

Analisar o ensino e a aprendizagem em Matemática na EJA pressupõe analisar os atores envolvidos nesse processo – aluno, professor e conhecimento matemático – e as relações que se estabelecem entre eles.
Muitos jovens e adultos dominam noções matemáticas aprendidas de maneira informal ou intuitiva, antes de entrar em contato com as representações simbólicas convencionais. Esse conhecimento reclama um tratamento respeitoso e deve constituir o ponto de partida para o ensino e a aprendizagem da Matemática. Por isso, os alunos devem ter oportunidades de contar suas histórias de vida, expor os conhecimentos informais que têm sobre os assuntos, suas necessidades cotidianas, suas expectativas em relação à escola e às aprendizagens em Matemática.
As conexões que o jovem e o adulto estabelecem dos diferentes temas matemáticos entre si, com as demais áreas do conhecimento e com as situações do cotidiano é que vão conferir significado à atividade matemática. Quando são abordados de forma isolada, os conteúdos matemáticos não são efetivamente compreendidos nem incorporados pelos alunos como ferramentas eficazes para resolver problemas e para construir novos conceitos.
A maioria dos jovens e adultos que retomam os estudos já tiveram experiências negativas com o saber matemático. Portanto, as concepções que eles têm sobre a Matemática assim como sobre seu papel como alunos são fatores cruciais para a aprendizagem na EJA. Se o estudante acredita que a Matemática é a ciência do certo ou errado, e que o importante é saber antecipadamente como se resolve um problema e ser rápido em solucioná-lo, provavelmente tenderá a desvalorizar os processos heurísticos de pensamento. Isto significa que dependerá do professor tanto para que este lhe diga se aquilo que fez está certo quanto para explicar-lhe o que é preciso fazer, diante de uma situação aparentemente nova.
As escolhas pedagógicas, os objetivos e conteúdos selecionados e as formas de avaliação estão intimamente ligados às concepções do professor sobre a matemática – ele precisa identificar as principais características da ciência, seus métodos e aplicações, além de deter sólido conhecimento dos conceitos e procedimentos da área. Para que possa desempenhar seu papel de mediador entre o conhecimento matemático e o aluno, o professor deve conceber a matemática como uma ciência dinâmica, sempre aberta à incorporação de novos conhecimentos, e não como um saber que trata de verdades infalíveis e imutáveis.
Para ser ensinado, o saber matemático acumulado deve ser transformado,
isto é, sofrer um processo de transposição didática. Cabe ao professor, além de deter os conhecimentos necessários para isso, compreender os obstáculos envolvidos no processo de construção de conceitos e procedimentos, além de outros aspectos relativos à aprendizagem dos alunos.
A contextualização dos temas matemáticos é outro aspecto que vem sendo amplamente discutido. Trata-se de apresentá-los em uma ou mais situações em que façam sentido para os alunos, por meio de conexões com questões do cotidiano dos alunos, com problemas ligados a outras áreas do conhecimento, ou ainda por conexões entre os próprios temas matemáticos (algébricos, geométricos, métricos etc.). Recomenda-se apenas o cuidado de que os conhecimentos construídos não fiquem indissoluvelmente vinculados a um contexto concreto e único, mas que possam ser generalizados e transferidos a outros contextos. Um conhecimento só se constrói plenamente quando é mobilizado em situações diferentes daquelas que lhe deram origem, isto é, quando é transferível para novas situações. Isto significa que os conhecimentos devem ser descontextualizados, para serem novamente contextualizados.
Escolhas didáticas que estimulam o envolvimento dos alunos em processos
de pensamento, assim como o raciocínio e a argumentação lógica contribuem para criar uma cultura positiva nas aulas de Matemática – muito diferente daquela em que apenas procedimentos algorítmicos e respostas rápidas e “certas” são valorizadas. Só assim a aprendizagem será significativa.


REFERÊNCIA:

BRASIL, MEC/SEF. Proposta Curricular Para A Educação De Jovens E Adultos. Segundo Segmento do Ensino Fundamental. (5º a 8º série). Volume 3 Matemática  Ciências  Arte Educação Fisíca. (p11 a17)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Utilizando o Hipertexto em sala de aula
O contato com o hipertexto permite-nos linkar ideias, conceitos e trabalha com a concepção não-linear de construção do conhecimento. O hipertexto abre janelas para novos olhares e permite ao leitor perceber novos caminhos, ao logo da leitura.
A acessibilidade e a comunicação que a internet disponibiliza aos seus usuários, fez nascer um novo leitor e um novo escritor: àquele que ler além das letras e produz sua escrita do forma colaborativa. O computador conectado, o ciberespaço , a velocidade das informações, tem possibilitado ao leitor adentrar no hipertexto, com conexões múltiplas e que integra vários elementos: citações, referências, vídeos, tutoriais, imagens, animações, músicas... que aparecem no texto impresso.
Dito isto, fica a proposta: que tal criar hipertextos com seus alunos, professor/a? Veja algumas pistas:
ü  Inicie uma roda da conversa com os alunos sobre a leitura e a escrita na era da internet, como se comporta o leitor e o escrito?
ü  Pesquise sites sobre o tema
ü  Trabalhe em pequenos grupos e defina com eles sobre o que falarão
ü  Na internet buscar imagens, textos, vídeos, poemas que façam a intertextualidade com o tema escolhido
ü  Explorar a criatividade na montagem do hipertexto
ü  Produzir, revisar e publicar o texto num repositório de REA
ü  Divulgar o link
ü  Comentar
ü  Avaliar a atividade.
#ficaadica!
Maria do Rosário Leite Brito

Coordenadora Pedagógica 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Os tablets chegaram: e agora, professora (a)?

Amarelinhos e bem bonitinhos... Os tabets chegaram às mãos dos professores do CEC. E com eles, fiquei a pensar em várias questões: inclusão/exclusão digital, uso pedagógico desta ferramenta, possibilidades e limites do uso do tablet pelos docentes... Enfim, fiquei a "matutar"...
Logo de início, nem todos os professores tem o equipamento (aqui fica o meu protesto). Mas, vamos pra frente: quem o recebeu, sabe usá-lo a favor da aprendizagem? Como, enquanto coordenadora pedagógica, orientar os professores com o tablet se nem eu recebi? Pense comigo: a tecnologia está presente em nosso dia a dia, porém, quando entra na escola, ficamos apreensivos, sem saber o que fazer.
Precisamos discutir com o coletivo dos professores, uma proposta pedagógica para incluir a tecnologia de modo eficiente em nossas aluas.Isso vale não apenas para o tablet, mas para todo recurso tecnológico que dispomos. Por isso, ficam as reflexões:
  • qual o impacto das TICs em sala de aula na aprendizagem dos alunos?
  • qual o papel do professor na escola da era digital? Nossa formação dá conta disso?
  • quem são os alunos que temos?
  • é possível transformar a sal de aula num espaço interativo, onde se discutem questões já vistas, onde o diálogo seja a ferramenta de ensino e o modelo de aprendizagem seja todos -todos?
Para além dos tablets, existem outras ferramentas digitais, repositórios de aprendizagem, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, WhatsApp, celulares e sues apps, blogs... todo este aparato pode gerar conhecimento para os alunos e também para os professores. Acontece, porém, que para isso, os docentes deverão adotar uma postura reflexiva e pesquisadora, assumindo o papel de produtor de conhecimento.

Bem, gente, (como se diz por aqui), fica o convite à reflexão: as tecnologias por si só não fazem uma boa aula. Uma boa aula é fruto de um bom professor. Pense nisso!

Recomeçar...

Um ano novo inicia e com ele o sentimento de recomeçar...
Recomeçar e crer que existem possibilidades de fazer de novo
Fazer algo novo...
Estamos de volta!
Um 2014 repleto de realizações!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Um novo ano se inicia e com ele, as expectativas e esperanças se renovam. Vamos, juntos, construir a escola que queremos, pois como bem disse o Mestre Paulo Freire:

Escola é

... o lugar que se faz amigos.


Não se trata só de prédios, salas, quadros,

Programas, horários, conceitos...

Escola é sobretudo, gente

Gente que trabalha, que estuda

Que alegra, se conhece, se estima.

O Diretor é gente,

O coordenador é gente,

O professor é gente,

O aluno é gente,

Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor

Na medida em que cada um se comporte

Como colega, amigo, irmão.

Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”

Nada de conviver com as pessoas e depois,

Descobrir que não tem amizade a ninguém.


Nada de ser como tijolo que forma a parede,Indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,

É também criar laços de amizade,É criar ambiente de camaradagem,

É conviver, é se “amarrar nela”!

Ora é lógico...

Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer,

Fazer amigos, educar-se, ser feliz.

É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

(Paulo Freire)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PARA PENSAR...

Se deres um peixe a um homem faminto, vai 
alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vai alimentá-lo toda a vida - Lao-Tsé

Homenagem aos Professores

Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência - Henry Adams

Parabéns!!!